segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A difícil batalha pelo primeiro emprego!

Foto reprodução: Google

Escutei uma frase hoje que, confesso, me estressou muito: jovem não quer nada da vida.

Mas primeiro, me deixe explicar o contexto no qual essa frase está inserida:

Eu, assim como toda jovem que quer sair da casa dos pais e quer ser "dona do próprio nariz", estava deixando currículos pela cidade em que moro. Em todos os lugares era sempre a mesma coisa: "Oi, tudo bom? Então, vocês estão aceitando currículo? Que ótimo, vou deixar o meu então". Aí vinha a resposta: "Claro, estramos em contato com você". E lá ia eu pra outro lugar deixar mais um currículo.

Em determinado momento, parei em uma lanchonete pra tomar um suco e encontrei uma amiga. Começamos a conversar sobre uma festa que iremos juntas. E falando de vestido pra cá e maquiagem pra lá, uma senhora me faz o seguinte comentário: 'Aí, duas moças bonitas só querendo saber de farra. Deviam dar procurando emprego ao invés de ficarem dando trabalho para os pais".

Eu juro que eu só não retruquei porque minha mãe me deu uma educação muito boa e era uma senhora de 70 anos.

Então, como ela não sabia, eu estava/estou procurando emprego. Mas ela tem noção do quão difícil é entrar no mercado de trabalho?

Quando você acha uma coisa que gosta, a empresa exige um nível de conhecimento que você não possui. Quando encontra algo, o salário é baixíssimo. Porque é incrível como empresa acha que R$300 reais é muita coisa pra se pagar a alguém que saiu ou está terminando a graduação.

Reclamam que jovens não trabalham, mas exigem um candidato de nível altíssimo pro cargo. Quando querem que você trabalhe resolvem pagar R$300 por 40h semanais. Quase que uma exploração. Aí o que a gente faz: continua procurando emprego, andando pela cidade atrás de uma primeira oportunidade de mostrar sua capacidade e não receber pouco pelo trabalho que faz.

Quando à senhora que disse que jovem não quer nada da vida, eu venho lhe informar que eu quero sim. Quero trabalhar de carteira assinada, receber um salário que condiz com minha função e conseguir "ser dona do meu nariz".

Aos empresários que, eu não sei se lerão esse texto, fica meu pedido: Nos deem uma chance de provar nosso valor. Vocês podem se surpreender com o nosso potencial.

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