quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A morte prenunciada da esquerda

Foto Reprodução: Google
Desde o fim da Guerra Fria, mais especificamente no ano de 1991, a esquerda vem perdendo espaço ideológico para a direita, ou talvez para o liberalismo/libertarianismo econômico. Embora ainda resista em alguns países, vide Cuba e Venezuela, um idealismo de esquerda tradicional, o conceito da velha esquerda, como uma resistência aos formatos da "burguesia opressora" vêm se deteriorando conforme o tempo passa. Afinal de quem é a culpa? Da direita? do conceito libertario? Ou quem sabe da própria esquerda?

Independente da culpa ser maior ou em menor grau de certa ideologia, uma coisa é certa... Em muitos países a esquerda vêm dando seu ultimo suspiro, e agora com D. Trump como presidente dos EUA (E, portanto não seria besteira falar em presidente do Mundo, já que o Estados Unidos é a maior potência econômica mundial, e tudo o que acontece lá de certa forma reverbera em outros países), a esquerda como adversária poderosa (Vide a antiga URSS) vem perdendo suas forças.

Como dito antes não dá para saber quem leva a maior ou menor culpa do processo de destruição da Esquerda como conhecemos nos livros de história, porém uma coisa é inegavelmente certa, a esquerda por si só vêm se destruindo, tudo porque ela não conversa mais com quem deveria representar. Ou seja, não dialoga mais com os oprimidos economicamente que mais sofrem na mão do "Burguês Opressor".

Porque digo isso? Muito fácil, basta observar os movimentos eleitorais de alguns países sul-americanos, tais como Argentina e Brasil, onde facilmente se percebe que em grandes metrópoles do nosso país a esquerda foi derrotada (Vide Rio de Janeiro e São Paulo), falando exclusivamente da cidade carioca se percebe a discrepância da esquerda tradicional para a nova esquerda e seus resultados na política.

Tanto nos EUA com Trump quanto no RJ com Crivella ou na capital de SP com Dória, quem foi o maior responsável pela derrota da esquerda não foram os ricos da Zona Sul carioca e paulistana e muitos menos os burgueses dos Estados americanos mais ricos, e sim os pobres. Sim, os tais pobres que H.C, Haddad e Freixo, e toda a esquerda jurou proteger, afinal, teriam os mais desfavorecidos economicamente sofrido alguma lavagem cerebral? Ou eles apenas se cansaram de falsas promessas de apoio?

Voltando exclusivamente aos estadunidenses e aos cariocas, quem mais votou na esposa de Clinton e no Freixo foram os jovens de classe média/alta. Veja o exemplo de Nova York (Um dos estados mais ricos dos EUA) que votou na Hillary e no exemplo brasileiro na segunda capital do país o candidato do PSOL, Marcelo Freixo foi o mais votado na chamada Zona Sul da cidade.

Tais jovens ainda possuem a linguagem de que o mundo pode acabar com a desigualdade econômica, que todos podemos nos ajudar coletivamente. Nada diferente do que a Esquerda tradicional prega, a não ser por uma observação: Eles são os chamados "Filhinhos de Papais", sim aqueles que nasceram em berços, se não de ouro, talvez em berços de madeiras exportadas.

Os pobres, em sua maioria querem crescer, e não ficar estagnados. Os mesmos pobres que recebem ajudas sociais dos governos populistas tais como o do Obama ou do Lula, hoje veem que podem crescer e se tornar independente de tais serviços governamentais. Enquanto a dita Ex-querida ou esquerda Ri-Happy crescer a cada dia, com suas cirandas, com seus protestos a favor de Estados utópicos de esquerda, com suas adversidades contra os tradicionalistas esquerdistas (Ou anarquistas). A esquerda ainda respirará com ajuda de aparelhos, com iminente perigo dela dar seu último suspiro.


Victor Hugo Cavalcante, 22 anos, jornalista e dono do blog Folkcomunicação
e atualmente é prestador de serviços comunitários á empresa Rotaract Clube de Ouroeste

Fascinado por eventos culturais, por Internet e Mídias independentes. Ama a arte pelo conteúdo e o que dizem em determinados momentos, poeta, contista e jornalista de mão cheia.

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