segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Estatismo: Vácuo de poder e caos

Escrito por: Lacombi Lauss

Imagem reprodução: Google

Por mais que se enfatize o fato fundamental de que as pessoas não podem delegar a outrem direitos que elas não têm, o estatista nunca cansa de argumentar: "sim, elas podem, porque caso contrário teríamos o caos!" Ao mesmo tempo, por mais repetido que seja um diálogo desses, é difícil não rir da contradição ululante que emerge daí. Pois para o estatista, se não houvesse nenhum governo, o caótico, horrendo e violento resultado seria ... um governo! "Sociopatas iriam assumir o poder, construir exércitos que o obedecem bovinamente e iriam governar todos nós!" Em outras palavras, o pior cenário que estatistas preveem na ausência de estado é ... estatismo. E isso é muito engraçado.

A única razão pela qual as pessoas não vislumbram "vácuos de poder" é porque a maioria delas acha que deve haver uma classe dominante, um conjunto supremo de "legisladores", um "governo". Se, para nossa suprema felicidade, um avião não tripulado cair hoje no congresso, amanhã um novo "governo" iria surgir, mas não por causa da magia, ou da natureza humana, ou porque as estrelas conspiram para que governos apareçam, mas apenas porque as pessoas se mantém estatistas: elas acreditam na autoridade, mantendo a crença infantil na necessidade de babás para tocarem suas vidas em sociedade. A arma mais poderosa que um sociopata pode ter é a mente das pessoas. Novos Lulas e Hillarys continuam e continuarão surgindo enquanto a mente das pessoas estiverem sob o controle da política.
Foto reprodução: Arquivo

Emílio Lacombi, conhecido como Lacombi Lauss, é físico, com mestrado em matemática pura e economia.
É também um tradutor e autor de textos libertários tendo colaborado com inúmeros projetos na mídia libertária virtual.
Possui diversos artigos e traduções disponíveis em diversos sites libertários, hoje compilados em seu site pessoal Ideal Libertário.
Tem foco em interesse na teoria legal libertária.
Politicamente é um austrolibertário agorista, anti-político e entusiasta de moedas virtuais como o Bitcoin, tendo escrito e difundido diversos manuais e guias a seu respeito.

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