segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Angústia da Separação!

Texto: Willa Marques - Terapeuta Psicóloga

Imagem reprodução: Blog
Eric e eu chegamos nessa fase... É comprovado que por volta dos 6 meses, o bebê começa a perceber que é uma pessoa separada de sua mãe. Ele sente que depende dela para tudo, é ela quem cuida dele, ela é o centro de seu mundo. Com essa intensa ligação há a ideia de que, quando ele não está vendo ou ouvindo a mãe, ela deixa de existir. Ele ainda não consegue manter uma imagem mental dela.

O fato de o bebê não ver a mãe é sentido como uma perda. Ele pensa que ela foi embora para sempre e se sente desolado. Por volta dos 8 meses, ele tenta não perdê-la de vista em nenhum momento. Se o bebê não vê a mãe, começa a reclamar, a chorar e pode até entrar em pânico. A ausência da mãe gera ansiedade, a chamada ansiedade de separação.

Se a ansiedade não for intensa a ponto de interferir no desenvolvimento saudável da criança, não é necessário alarmar-se. Com o tempo, o bebê vai construir a noção de permanência do objeto que as coisas e as pessoas continuam existindo, mesmo que não as veja - e a ansiedade de separação vai diminuindo. Com a repetição da experiência, ele também aprende que você sai, mas sempre volta.
Entender essas questões não vai evitar que seu filho chore quando, por exemplo, você sair para trabalhar. No entanto, pode ajudá-la a aceitar os sentimentos da criança, facilitando uma vivência menos estressante no período.

Assim não adianta ignorar o choro do bebê ou prendê-lo no quadrado para evitar que ele vá atrás de você. Ele vai ficar cada vez mais ansioso e mais grudado em você. Leve-o pela casa ou deixe-o segui-la por onde for possível. Se você, furtivamente, sai do quarto enquanto seu filho está brincando, ele vai se concentrar cada vez menos em si mesmo para ficar tomando conta dos seus movimentos, perdendo a oportunidade de explorar o mundo ao seu redor. Quando precisar deixá-lo, use sempre a mesma frase ao se despedir e ao voltar. Essas atitudes ajudam a criar um padrão conhecido.

Nessa fase de separação, surgem também problemas na hora de dormir. A questão básica é a mesma, ele não quer se separar de você. É comum o bebê ficar ansioso e envergonhado diante de estranhos. Muitas vezes, ele até sorri ou fala com pessoas estranhas, desde que elas se comportem de forma discreta e mantenham distância. Então queridas mãezinhas, paciência, que essa fase também passa e ao termino dela você terá um bebezinho muito mais seguro e confiante!

Formada em 2013 pela Faculdade Estácio do Recife, inicialmente queria me dedicar a psicologia hospitalar. Durante a minha graduação, fui voluntária na área de oncologia pediátrica, onde pude ver de perto a determinação de uma mãe buscando o melhor para o seu filho. 

No final do ano de 2013, descobri a minha gravidez, o meu milagre! Sim, pois eu já havia escutado de alguns médicos que seria quase impossível eu engravidar sem um tratamento específico pra isso. Foi aí que me deparei com um mundo totalmente novo e fantástico: O Mundo Materno! 

A Psicologia partiu para um outro olhar, o olhar de gestante, de mulher que tentava compreender não só as transformações do seu corpo, mas também o nascer psicológico de uma MÃE! Foi amor a primeira vista pela psicologia perinatal e junto com ela o desejo de me especializar em saúde e bem estar materno. E hoje, 1 ano depois nasce o PsiMaterna e com ele uma nova profissional, uma psicóloga que virou mãe e uma mãe que por amor é psicóloga!

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