segunda-feira, 2 de março de 2015

Os anais de um jornalista: Cadê o controle?

Ah! Confesso que estou um tanto quanto desestimulado com esta pátria que amo tanto. É tanta desorganização e libertinagens que já não me assusto com tamanhas imbecilidades. Ah, como sinto falta de uma tevê com programação segura para nossas crianças. E por falar em tevê, me lembro das novelas globais que mostram bem mais do que deveriam ou poderiam. Sem comentar a impropriedade do horário em que elas são reprisadas. Que tal cenas lúdicas de sexo às cinco da tarde em plena programação aberta?!
 Se não estiver bom, você pode esperar um pouquinho que logo vem mais. Começa um reality show asnal e completa toda a série de tolices da tevê aberta do Brasil. Eu, só consigo lamentar! E quando digo isso, aparece alguém que vem logo dizendo: use o controle remoto, ué! Aí eu te digo: será que já não está tarde demais para isso?
Tarde demais para muitas coisas em nosso país. Um surto anafilático de loucura parece que está no controle das situações, tudo virou uma grande bagunça. Aquele sentimento feio de prepotência, faz com que a imoralidade chegue aos níveis que deveriam servir como exemplo. Digo isso, quando assisto uma reportagem na qual um juiz apronta de novo e não é o primeiro corruto à soltar suas asinhas.
No Brasil uma grande parcela dos juízes de direito acreditam que são uma espécie de deuses. Na verdade, estão mais para deuses do caos e da bandalheira. Já não bastava mandar prender funcionários de um aeroporto só porque o próprio infeliz perdeu o voo. Mas, a bola da vez é nosso carrancudo ministro da justiça se encontrar com advogados às escuras, sob uma nevoa de suspeitas, empreiteiras e desvios tanto de conduta, quanto de acobertamentos. É o que dizem!
 Agora também tem que fazer uso dos bens subtraídos e que estão sob custodia do Estado, como no fatídico caso Eike. Não defendo este senhor, nem teria motivos para tanto. O fato é que ações errôneas como está me fazem pensar até onde o judiciário está afim de chegar!  
E não me venha com piadas prontas, dizendo que o desequilibrado juiz estava dirigindo os autos do processo. Absurdo!  Se estão apreendidos, devem estar guardados e não desfilando sob controle do magistrado que ordenou o sequestro dos bens. É brasileiros do meu Brasil varonil, não quero nem citar o caso Cerveró dentre outros para evitar aquela síncope que me persegue.
Mas, voltando ao fatídico caso do ambicioso e venal juiz, espero que ele aprenda a respeitar antes de tudo a si mesmo. E pare com essa mania “quase” nacional de fazer uso do que não é seu por Direito.
Jorge Honorio
  Jorge Honorio em Fatos & Prosas
7º período de jornalismo na UNIFEV em Votuporanga, interior de SP.
Escreve desde Maio de 2014.

Nenhum comentário:

Postar um comentário