sábado, 27 de agosto de 2016

Coletivo Atlas: Liberdade e Revolta


Cada dia que se passa, mais os ideais libertarianistas vêm ganhando espaço no Brasil, graças á uma caótica e imoral política feita pelo Estado. Um dos grupos que divulgam tais ideias libertárias são o Coletivo Atlas, criado há 9 meses por Caio Henrique Quinterno (19), Gabriel Roriz (20), Gregório Porto (18), Gustavo Lopes (23), Heloíza Bonilla (17), Marcos Iago Guerra (18) e Marcos Vinícius Paulino (21), conheça mais um pouco do surgimento e das ideias do coletivo:


Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar perguntando: Quando e de onde saiu a ideia da criação de um coletivo que propagassem o ideal libertário?
Coletivo Atlas: O Coletivo Atlas surgiu depois de um grupo de discussão que nós criamos para debater e conversar sobre política, pois a maioria de nós estudávamos no Instituto Federal de Goiás - Câmpus Luziânia, onde nós nos deparávamos com membros da UJS (União da Juventude Socialista) e professores comunistas, que com frequência espalhavam mentiras e apoiavam ano após ano a greve dos servidores dos IFs, algo que nós alunos ficávamos revoltados. Então passamos a estudar e consumir artigos e livros que divulgavam os ideais de liberdade, e vimos a necessidade de mostrar aos outros alunos que não havia apenas direita e esquerda, mas sim uma ideologia que exaltasse a liberdade do indivíduo, como soberano de si mesmo e nunca sobre outro, exatamente o oposto de todas as ideologias de esquerda e direita.

Victor Hugo Cavalcante: Qual a diferença entre vocês e outros divulgadores do idealismo libertário, tal como a ILISP - Instituto Liberal de São Paulo?
Embora nós tenhamos o mesmo objetivo, a maior diferença entre nós e o ILISP, ILCO - Instituto Liberal do Centro Oeste e outros grupos, é que nós focamos na esfera local, tentando mudar de alguma forma o cenário da nossa cidade, com apresentações de temas e debates por nossos diretores e convidados a cada 15 dias e eventos socioculturais, como a Feira de Livros e a 1ª Conferência Pela Liberdade. Ainda temos muito o que fazer, e isso tudo é só o começo de algo que pode vir a mudar uma cidade, e quem sabe uma região.

Victor Hugo Cavalcante: O nome coletivo pode remeter a duas ideias iguais, mas ao mesmo tempo opostas, a primeira ideia é que Coletivo remete a união de um grupo, a segunda tem um significado mais sociológico que diz que o coletivismo é qualquer perspectiva filosófica, política, religiosa, econômica ou social que enfatiza a interdependência de todos os seres humanos. Afinal, para alguns seria hipocrisia falar em coletivo/coletivismo e ao mesmo tempo pregar o individualismo, uma das principais ideias do libertarianismo. Como vocês rebatem esta critica?

Nós colocamos Coletivo porque nós visamos apenas o lado da livre associação dos indivíduos e formação de um grupo comum. Poderíamos nos chamar Grupo Atlas ou Clube Atlas que a ideia seria a mesma, de indivíduos que se reuniram em prol de algo, no nosso caso a divulgação dos ideais de liberdade. Embora a palavra Coletivo esteja sim associada ao esquerdismo para a maioria das pessoas, nós não adotamos ou possuímos qualquer ligação com esse ponto de vista.

Victor Hugo Cavalcante: Porque em um país completamente caótico politicamente falando, é cada vez mais importante falar sobre os ideais do libertarianismo?
Porque o libertarianismo nada mais é do que uma filosofia que exalta as liberdades individuais, e em um país que o governo quer controlar até mesmo o quanto você pode receber, o que pode consumir, o que pode ou não pode fazer, é imprescindível que existam pessoas lutando por seus direitos e os direitos do próximo também. Assim como disse Voltaire, nós podemos até discordar de você, mas sempre defenderemos o seu direito de falar e se manifestar. 

Victor Hugo Cavalcante: Uma critica ao libertarianismo é a crença sobre a meritocracia, qual para vocês é a forma mais inteligente de defende-la? Porque?
A meritocracia hoje é interpretada como um monstro, mas isso se deve à má interpretação do conceito que não possui nada de absurdo. Acredita-se que meritocracia é a recompensa proporcional ao esforço individual sobre o trabalho, como por exemplo, acordar todo dia para ir trabalhar às cinco horas da manhã, não almoçar e voltar pra casa apenas às sete horas da noite, o que não é verdade. Meritocracia é o reconhecimento do quanto seu trabalho teve importância em uma comunidade, seja ela local, regional, continental ou global. Ou seja, o que realmente importa não é o esforço que você colocou no seu produto, e sim o quanto aquele produto é relevante para o mercado. Se ele for relevante, isto é, a demanda for alta, logo você irá lucrar bastante por ter prestado um bom serviço ou disponibilizado um bom produto. É um conceito muito simples e fácil de entender, muitas vezes deformado e apresentado como um grande vilão para os esquerdistas, que repassam para os novos esquerdistas e a bola de neve só vai aumentando. Uma de nossas brigas é desmascarar essas falácias e apresentar no que de fato consiste o libertarianismo.

Victor Hugo Cavalcante: O libertarianismo se divide entre três vertentes, o liberalismo, o minarquismo e o anarco-capitalismo, vocês pregam qual tipo de ideal, ou seria apenas a pregação do libertarianismo puro?
Por termos uma diretoria com vários membros, não possuímos uma posição definida no espectro político do libertarianismo. Dois dos nossos membros são conservadores, eu (Gregório Porto) sou minarquista e todos os outros são anarcocapitalistas, por exemplo. Embora discordamos em alguns assuntos, o nosso objetivo é o mesmo e a amizade também, que veio muito antes de nos juntarmos para criar o Atlas.

Victor Hugo Cavalcante: Quais autores e linhas de pensamentos libertários o coletivo segue? Porque?
Nós nos identificamos com vários autores, de Frédéric Bastiat a Hans Hermann Hoppe. Todos os que estão na linha de pensamento libertária nós consideramos algum aspecto importante que tenha defendido, pois não há nenhum filósofo ou economista em que se aproveita ou descarta tudo o que ele diz. Tentamos absorver o máximo de conhecimento possível, e passar da forma que interpretamos, pois mesmo tendo autores favoritos, o nosso senso crítico não se abstém em momento algum.

Victor Hugo Cavalcante: Vocês acreditam que com toda a sujeira que estamos passando na política brasileira, desde Aécio, Dilma/Lula, Cunha e etc mencionados no Petrolão, é uma forma de trazer mais pessoas contra o Estado, e uma forma do povo enfim virar adepto a anarquia ou minarquia? Porque?
Com toda a certeza. O caos político e social que o país vive nada mais é do que a prova cabal de um sistema falho e explorador. Tirando os partidários, o brasileiro em geral não tem esperança de que o país vá melhorar com político X ou Y, e sim o que irá roubar menos e fazer uma gestão que não seja tão ruim. Uma brincadeira bastante conhecida entre nós não-esquerdistas, é que nunca se formou tanto conservador e libertário quanto no governo Dilma, pois as políticas econômicas e a série de escândalos envolvendo os políticos e seus partidos revoltaram tanto que levaram milhões de pessoas às ruas do país e a procurar outras formas de administração e não-administração também.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Acontece: Ocupação Cultural em Votuporanga

Banner cedido pela assessoria do evento

A segunda edição do Mova - Movimento Votuporanga das Artes acontecerá na Praça 31 de Março no Bairro da Estação.


Na segunda edição do evento, os coletivos e artistas locais irão ocupar a praça Trinta e Um de Março, no bairro da Estação Ferroviária de Votuporanga - SP. A programação terá inicio às 14h e conta com exposições, Yoga, música, dança, Slackline, resgate de brincadeiras, espetáculos, debates, entre outras ações de cunho cultural e artístico, estabelecendo conexão e diálogo direto com todas as vertentes das artes.

O Mova, movimento independente que tem como missão ocupar o espaço público com arte e descentralizar a cultura para promover e facilitar o acesso da população ao produto cultural gerado por artistas locais, surgiu com a união de coletivos culturais da cidade de Votuporanga - SP.

Para Ticko Bboy, dançarino e um dos idealizadores do movimento, "a ocupação é uma forma de revelar lugares esquecidos da cidade e vertentes das artes que não dialogam, é um de ponto de encontro das artes".
Foto cedida pela Assessoria/César Ryugo


Como Chegar

Print reprodução: HERE Maps

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A beleza através de uma lente


Dizem por aí que idade não significa nada, e também dizem por aí que é na juventude que demonstramos o mais belo sentimento que há dentro de nós, em diversos tipos de arte, seja escrita ou visual, como é o caso da fotografia, e não é que o maior exemplo disso mora bem pertinho da gente? Ela é de Bauru, tem apenas 16 anos, e tira as mais belas e fantásticas fotos, é claro que estamos falando da Gabriela Maximino, ela conversou com a gente sobre sua arte, confira:


Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder essa entrevista e gostaria de começar perguntando: Como começou a relação fotografias e Gabriela Maximino? O que cada fotos tiradas por você pode dizer do teu jeito de ser e agir?
Gabriela Maximino: Queria agradecer a vocês por essa oportunidade de entrevista. Eu comecei a me interessar pelo mundo da fotografia aos 10 anos, quando peguei uma câmera antiga da minha mãe e sai pela fazenda de minha avó para fotografar folhas e flores depois de uma chuva. A fotografia sempre me encantou e me cativou. A cada foto que eu tiro, eu tento colocar meu sentimento nela, minha visão de mundo e a minha maneira de agir. Posso dizer, que cada foto minha carrega um pouco de mim e do meu jeito de ser. A fotografia me deu uma nova visão de tudo que está a minha volta, e eu atribuo uma grande importância a ela. O que seria da história e de acontecimentos sem as fotos para mostra e contar um pouco? A fotografia tem o poder de comover, encantar, chocar e transmitir um mundo em miniatura. Ela tem o poder de congelar e eternizar momentos, de guardar sorrisos, lágrimas, olhares, saudades, sentimentos, pessoas.

Victor Hugo Cavalcante: Qual a maior dificuldade que você encontra na carreira de fotógrafa? A internet mais ajuda ou atrapalha na divulgação de seu trabalho? Em relação á direitos autorais, suas fotos tem alguma marca d'água?
Acredito que a maior dificuldade no mundo da fotografia é a banalização acerca do trabalho de um fotógrafo. Nos dias de hoje quem não tem um celular para tirar fotos a todo momento? Com isso, muitas vezes as pessoas não dão tanto valor a essa arte. No entanto, a internet ajuda muito na divulgação, no reconhecimento e exposição de meu trabalho, as pessoas entram mais em contato com ele e podem expressar suas opiniões e críticas. Em relação aos direitos autorais eu coloco marca d’agua com o meu nome nas fotos.

Victor Hugo Cavalcante: Apesar de trabalhar em diversos temas fotográficos, cada pessoa curte e abusa, quando possível, de fotografar um tema especial, por isso não podemos deixar te perguntar, o que vocês mais gostam de fotografar? Porque?
O que eu mais gosto de fotografar são pessoas. Eu amo captar suas expressões e suas histórias, mostrar a realidade. E assim, transmitir a emoção com minhas fotos, tocar o telespectador para que ele possa entender e sentir o que aquela fotografia esta retratando. E fotografar pessoas me proporciona isso.

Victor Hugo Cavalcante: Você participa de algum Workshop de Fotografia? Qual o segredo de saber tirar uma boa fotografia?
Atualmente não estou participando de nenhum Workshop de fotografia, mas são muito interessantes sempre. Não há segredo para tirar uma boa foto, não é necessário um equipamento de última geração, a fotografia é uma arte, e precisa ser praticada, estudada e desenvolvida. É claro que algumas pessoas aprendem e pegam técnicas mais rápido que outras, que tem mais habilidade, mas acredito que todos possam fazer.

Victor Hugo Cavalcante: Nas fotos com modelos, pra você o que fala mais alto na emoção de uma foto? Espontaneidade ou pose? E o quanto de Gabriela tem nessas fotos? E o quanto de modelos/clientes tem nas fotos?
Gosto muito mais de uma foto espontânea do que uma pose forçada, mas isso vai de pessoa para pessoa. Eu sempre busco a melhor oportunidade para eternizar o melhor daquele momento, sempre colocando minha paixão nisso. Quando eu vou desenvolver um trabalho com um cliente, vai ter um pouco dele e um pouco de mim nas fotos, sempre vamos conversando e entrando em um acordo para fazer um trabalho melhor.

Acontece: Rotaract visita Lar dos Idosos

No sábado (20/08), o Rotaract Club de Ouroeste, realizou a ação de visita ao Lar dos Idosos de Populina.


Comemorando o mês de Agosto, mês do DQA (Direção de Quadro Associativo), os convidados á participarem do clube, foram levados para presenciar a emoção que é participar de projetos no Rotaract. No local da ação foi feito um café da tarde com os idosos, bingo e entrega de brindes. Segundo os diretores de Imagem Pública do clube, Bruno Oliveira, 19, e Amanda Oliveira, 22, "Foi uma tarde muito especial onde não só oferecemos, mas também recebemos um carinho imenso dos idosos e colaboradores ali presentes."

Clipe de fotos/vídeo:



Vídeo reprodução: Cedido pelo clube

O Retorno das lambisgoias



Ah, o amor, esse mais belo e envolvente sentimento humano, que faz duas, e porque não três pessoas prometerem se amar cada dia mais, apesar do ciúmes, das loucuras e das psicoses do dia a dia, tão comum na vida de qualquer casal apaixonado, principalmente se este casal se tratar das lambisgoias da Mariana&Claudinha, que juntamente com seu criador Fernando Duarte, cartunista de mão cheia do Juventude Perigosa faz altas farras onde passa, e estando mais uma vez no Folk não poderia ser diferente, confira:


Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente é um prazer poder novamente estar entrevistando este trio maravilhoso que é a Mariana, a Claudinha e o Fernando, e queria começar parabenizando as lambisgoias mais divas do Brasil por mais um ano se aguentando. Afinal, contem pra gente, como vocês conseguem manter a união apesar do forte temperamento da Mariana?
Mariana:
Cola de gente. A fórmula da cola de gente é estar sempre junto, conversando, brigando, tanto faz, mas sempre juntas... Ai vai virando tipo uma meleca de sentimentos que impregna a gente, gruda nos braços, faz com que nossos braços grudem no corpo da outra e pumba! Quando a gente vê, já estamos juntas de um jeito que nem saberia como começar a separar.

Claudinha: Com paciência e senso de humor.

Victor Hugo Cavalcante: A Claudinha mudou a cor do cabelo, o que a Mariana achou? Afinal, azul é a cor mais quente mesmo? E, já tava na hora de mudar o visual dela novamente?
Mariana: Eu curti. Gosto de estar sempre mudando, e a Claudinha também. É regra da natureza estar em constante mudança e não vamos desobedecer a mamãe, né?

Claudinha: Meu cabelo já foi loiro com mechas rosa, já foi verde, e agora azul. Agora, se esta é a cor mais quente resta à Mariana responder.

Mariana: A gente pode comprar um vinho e assistir o filme de novo na banheira, e aí você me mostra. Que tal?

Victor Hugo Cavalcante: Da ultima vez que nós conversamos, o que mudou na vida do casal, e o que mudou na carreira do Fernando? Há novidades surgindo? Conte-nos.
Claudinha: Bom, a gente deu uma sumida por uns tempos, né? Sei lá, acho que quando qualquer um faz um retrospecto de sua vida sempre tem umas partes que a gente vira as páginas meio batido...

Mariana: É... Mas como casal continuamos juntas, firmes e fortes. Cheias de cola.

Fernando Duarte: Como a Cláudia disse, ficamos uns tempos fora do ar, reformulando o blog, repensando os caminhos. Agora voltamos com um template e formato de leitura completamente novos e, sim, há novidades por vir. Uma delas não é exatamente uma novidade, mas estou preparando uma coletânea "oficial"com as primeiras tiras, material extra e making-offs que poderão, quem sabe, virar livro impresso num Catarse perto de você!

Victor Hugo Cavalcante: O casal parece que deu uma amadurecida, principalmente a psicóti...err, quer dizer, Mari parece que deu uma acalmada, afinal a que se deve isso? Muito terapia, amor e uma pitada ardente de sexo?
Mariana: Psicótica é sua vovózinha pelada na janela, falou?

Claudinha: É... há de se convir que isso seria bastante psicótico...

Mariana: Mas acho que amadurecemos sim, sei lá.. existem épocas mais bagunçadas na nossa vida, e outras de calmaria.

Claudinha: O segredo é: Buscar a calma nos momentos de tormenta, e fazer bagunça quando tudo estiver calmo demais.

Victor Hugo Cavalcante: Falando agora um pouco mais do trabalho do Fernando, o que vem por aí tanto na história da Claudinha & Mariana, quanto das outras tiras do Juventude Perigosa?
Fernando Duarte:
Então, as duas continuam seguindo suas vidas. Não faço muitos planos, deixo a coisa ir acontecendo por si. Este sempre foi meu processo de criação e continua funcionando assim. Vamos convir: não tem muito como controlar e botar rédeas (ainda bem!) em duas garotas que vivem juntas, ainda mais se tratando dessas duas.

Quanto às outras tiras, vou alternando a produção delas com as da Mariana&Claudinha conforme vão surgindo as idéias. Ultimamente tenho pensado muito na Sabotadora Verde e, mais especialmente, numa nova série de webcomic que já está na porta do forno.

Victor Hugo Cavalcante: Fernando quando que surgiu a ideia de realizar um canal no Youtube para o Juventude Perigosa? Haverá mais personagens que serão transformados em animação?
Fernando Duarte:
Ah.. Sempre fiz as animações dos BangerBroders (e depois as do SelfmachineMan) e as postava tanto no blog quanto no canal, mas não pude me dedicar tanto a ele por completa falta de tempo.

Mas animação é o que faço o dia todo, todo dia, no meu "emprego oficial" no Charges.com.br. Agora pretendo espremer um pouquinho mais meu relógio para fazer caber no meio das horas um tempinho para animações semanais, pelo menos.

Mas já temos novidades: o programa eleitoral do candidato do Partido Juventude Perigosa (PJP) Tavares, o raposo. Toda sexta-feira, no Canal!

Victor Hugo Cavalcante: Claudinha e Mariana, como vocês reagiram ao saber que o primeiro personagem de animação do canal Juventude Perigosa não foram vocês e sim os BangerBroders? O Fernando fez alguma promessa de animar vocês na próxima ou nem rola, o que vocês achariam se tivessem um canal próprio?
Mariana: Ih, a primeira animação dos Bangers é antiga, lá de 2000 ou 2001... eu ainda nem tinha nascido. (Risos).

Claudinha: (Risos)... De boa. Nós adoramos o Banger e o Peruca! Embora eu, pessoalmente, ache que eles têm cheiro de chulé. A primeira animação deles foi feita realmente há muito tempo, num pitching que a falecida MTV estava fazendo de animações brasileiras para passar no programa do João Gordo, por isso eles foram escolhidos. mais a ver.

Mariana: Mas talvez um vlog rolava, hein? É uma ideia. Será?

Victor Hugo Cavalcante: Poderia haver tanto nas tiras quanto nas animações do Canal alguma espécie maluca de crossover entre um personagem e outro do Juventude Perigosa?
Fernando Duarte: Com certeza. Na verdade, virando a esquina do prédio da Mariana e Claudinha ficava a antiga loja dos BangerBroders - coloquei isso num cenário uma vez, mas fica bem "eastern egg de Coelhinho da Páscoa sacana", difícil de achar. Acho bacana isso - dá uma dinâmica bem legal no universo do blog.

Victor Hugo Cavalcante: Fernando, você já possui experiência no ramo de animador 2D, como está sendo agora criar o roteiro das histórias contadas nas animações do Canal Juventude Perigosa?
Fernando Duarte: Ah... Bem legal! Criar roteiro não é nada fácil, e leva um tempo para as ideias pegarem um embalo e começarem a se desenvolver "sozinhas", com mais fluência. Mas tenho liberdade total da criação, e isso ajuda muito; essa é a vantagem do canal ainda estar no início: a expectativa em cima dele é uma página em branco, e posso me movimentar nas ideias com liberdade.

E o processo, no final das contas, é bem parecido com as tiras, com bastante improviso. Às vezes tenho que parar a gravação ou apagar na edição as crises de riso que escapa no meio.

Victor Hugo Cavalcante: Fernando, da onde surgiu a ideia de criar o diário da Mariana? Mariana, como você reagiu ao saber que mais uma vez o Fernando Duarte invadiu sua privacidade, e não só leu, porém também divulgou cada página do seu diário no site? Claudinha você já leu ele ou já sabia das histórias porque a Mari te contou? O que você achou dos "podres" mais secretos dela?
Fernando Duarte: Gosto muito de escrever. Sempre tive um caderno onde escrevia pensamentos e começava a inventar histórias que abandonava no meio do caminho. Um dia estava relendo as primeiras tiras da Mariana, quando ela era ainda uma adolescente, num episódio especial em que ela ia acampar (acho que já publiquei isso no blog uma vez) e resolvi reescrever o episódio como se fosse um diário dela. E foi muito bacana.

Mariana: EU escrevi, né sabichão? Não vem com esse papo de "psicografia de personagem", não. Deixa isso pra quando eu desencarnar, ô Chico Xavier da vida dozôto. É claro que expor intimidades pode ser meio constrangedor, a gente faz muita bobagem quando é adolescente, apronta muito, mas de alguma forma é instrutivo. Acho que eu soube aproveitar e lidar bem com as bobeiras que aprontei.

Claudinha: Sem comentários.

Victor Hugo Cavalcante: Mariana, o que mudou da sua adolescência descrita no seu diário para hoje no seu love com a Claudinha? Claudinha tu não teve nenhum diário? Como foi tua adolescência? E Fernando, você pretende criar um diário pra Claudinha também?
Mariana: Naquela época eu nem sonhava com a Cláudia, né? Conheci a Cláudia bem depois, na faculdade, é difícil comparar por que hoje sou uma pessoa completamente diferente.

Claudinha: Cof! cof!

Mariana: Sou sim, tá bom Cláudia Miranda? Eu mudei, não sou mais tão bobinha como eu era!

Claudinha: COF! COF!COF!

Mariana: Qual é? Isso foi há tanto tempo. Eu amadureci! Hoje sou uma mulher madura e realizada.

Claudinha: COFF AHH. Pára, Mariana, senão vou ter que ir pro Pronto-Socorro por insuficiência respiratória!

Fernando: Bom, conheço as duas, acho melhor pararmos por aqui. Apenas respondendo a pergunta, acho que se eu publicar os podres da Cláudia, aí é que o bicho pega.

Mariana: Pode publicar! Você acha que eu ligo? A adolescência dela deve ter sido tão chata que você vai ser acusado de plagiar Ivanhoé

Claudinha: Aposto que não tem tantas garotas assim em Ivanhoé...

Mariana: Que garotas, Cláudia?

Fernando: Ahn... Obrigado Victor e a todos da Folk pelo carinho e amizade, e a gente se vê no JuventudePerigosa!

Mariana: QUE GAROTAS, CLÁUDIA??

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Aconteceu: Rotaract Club de Guaxupé realiza Parada do Livro

Foto reprodução: Página social do clube

No dia 21 de agosto (Sábado) o Rotaract Club de Guaxupé - MG, realizou a conclusão do projeto "Parada do livro".


O projeto Parada do livro teve como missão a reciclagem de uma geladeira, que estará sendo utilizada como estante para livros. O móvel foi colocado no Centro de Hemodiálise, para leitura dos pacientes e acompanhantes. 
Segundo o clube, o objetivo do projeto foi poder incentivar a leitura na sociedade e promover a cultura.

Clipe de fotos:

Produção audiovisual: Jornal Folkcomunicação/StayFilm
Fotos: Rotaract Club de Guaxupé

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Crônicas: Confesso: Eu me perdi!

Escrito por: Hermes C. Fernandes
Imagem reprodução:  Google
Nove anos depois de ter iniciado o meu blog, já até me acostumei a receber críticas. Algumas incisivas. Outras frívolas. Pouquíssimas vezes respondo. Principalmente quando o crítico se esconde sob a capa do anonimato. Não faz muito tempo, recebi um e-mail com a seguinte mensagem: "Querido, como você se perdeu! Acredito que se você vivesse na época de Jesus, seria um da turba que gritou "Crucifica-o!" Usa a palavra para defender seus próprios pensamentos a respeito de graça, pecado, salvação e outros...De que lado você realmente está??? Uma vida cheia de propósitos vazios...."

Devo concordar em parte com esta avaliação. Eu realmente me perdi. E, por incrível que pareça, sinto-me muito bem com isso. Bendita foi a hora em que me perdi. Pois foi justamente aí que minha vida foi achada, salva e revestida de significado.

Repare nas palavras do próprio Jesus:
"Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á." Lucas 17:33
Quem busca salvar-se, acaba se perdendo. Quem se deixa perder, acaba se salvando. Simples assim. Deixar-se perder é ser absorvido pelo amor. É deixar de viver para si, para viver para a glória de Deus e o bem de todos. Quem não percebeu isso ainda, continua perdido, crente que foi achado.

O apóstolo Paulo admitia não ter alcançado a perfeição, mas prosseguia, esquecendo-se das coisas que ficavam para trás e avançando para as que estavam diante dele. Logo após admitir sua imperfeição, ele me sai com essa: "Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento" (Fp.3:15). Dá para entender uma coisa dessas? Parece que Paulo está se contradizendo. Não se trata de perfeição moral, mas de completude. Sob o ponto de vista moral, ou mesmo ético, ninguém é perfeito. Todos eventualmente tropeçamos. A perfeição de que Paulo fala é de outra natureza. Uma vez que nossas fraquezas se encaixam perfeitamente no poder Deus, logo, o que nos falta à perfeição, Ele completa. O que somos, deriva-se do que Ele é. Portanto, somos perfeito n'Ele, não em nós mesmos. Todavia, devemos nutrir o sentimento de não termos ainda alcançado tal proeza. Em outras palavas, somente os perfeitos se dão conta de suas imperfeições. Este era o mesmo sentimento que havia em Cristo, que sendo Deus, não usurpava ser igual a Deus. E segundo Paulo, devemos cultivar o mesmo sentimento. Somos salvos por nos perdermos n'Ele. Por abrirmos mão de nossa justiça própria, e até da própria vida. Por não querer poupá-la, nós a preservamos para desfrutá-la no porvir. Por nos gastarmos e nos deixarmos gastar por amor, somos mantidos inteiros (2 Co.12:15). E por nos esvaziarmos de toda e qualquer pretensão, tornarmo-nos plenos.

Depois de me acusar carinhosamente de estar perdido, ele também diz acreditar que se eu vivesse na época de Jesus, certamente faria coro com a turba que pedia a Sua crucificação. Amigo querido, talvez você tenha razão. Um pecador como eu talvez reivindicasse a morte do único justo. Definitivamente, não sou melhor do que nenhum daqueles que lotaram o pátio de Pilatos naquela fatídica manhã. Mas mesmo assim, Ele me amou. Seu amor me constrangeu de tal maneira, que foi capaz de me tornar num novo homem. Hoje tenho uma vida cheia de propósitos vazios, como você mesmo diz. Vazios de presunção. Vazios de arrogância. Vazios de mim mesmo. Porém, cheios de amor para com Deus e para com o meu próximo.

Obrigado por me escrever e me dar a oportunidade de expor aqui a razão da minha esperança. Se me permite um conselho, experimente se perder. Somente assim, você poderá ser "achado n'Ele" (Fp.3:9)


Hermes C. Fernandes - Conferencista, autor, formando em Psicologia, doutor em Ciência da Religião, presidente da REINA, Rede Internacional de Amigos e editor e autor do site Hermes C. Fernandes